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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Um futuro tenso nos espera (por @EltonStadler)

Ontem a Arena da Baixada, um dos estádios mais modernos do país, Quiçá da América Latina teve um blackout. Parece ironia, em se falando da qualidade do estádio rubro negro, e realmente seria se o blackout tivesse sido na iluminação incandescente. 
O apagão aconteceu sobre o gramado, com jogadores em modo off. Tirando algumas excessões, tais quais posso citar Deivid, o gigante da "meiúca", Edigar Junio que entrou bem e movimentando o ataque, e Pablo que fez sua estreia ontem.

O resumo do jogo entre o Furacão e o xará Gallo Mineiro foi um jogo feio de ver, ruim para ambos os lados. Um jogo tão feio que para nós amantes do bom futebol nos dariam direito de pedir o ingresso de volta pela falta do espetáculo.

Um time apático e sem a raça readquirida e mostrada nas ultimas rodadas, e isso gerou muitas vaias da torcida, incluindo ai um pedido de #ForaMalucelli puxado pela barrada (foram proibidos de entrar com faixas e vestimentas de organizadas) Fanáticos.

Sinceramente, sai tão decepcionado da Arena ontem que até agora não estou bem para falar taticamente da partida, mesmo porque tática, técnica e vontade não estiveram presentes em nenhuma das duas equipes, mas este é o meu papel aqui e vamos lá.

O Furacão entrou em campo com: Renan Rocha, Wagner Diniz, Gustavo Araújo, Fabrício e Paulinho; Deivid, Cleber Santana, Kleberson (Rodriguinho 70’) e Marcinho (Edigar Junio 65’); Madson (Victor Esquerdinha 55’) e Pablo.

O Gallo Mineiro com:  Renan Ribeiro, Mancini, Leonardo Silva, Rever, Richarlyson; Pierre, Fillipe Souto, Bernard, Daniel Carvalho (Triguinho 79’); Neto Berola (Magno Alves 53’), André (Guilherme 65’)

Destaque da partida foi o Bernard, garoto da base do xará mineiro que se mostrou com personalidade e velocidade. Era dele que saia a maioria das jogadas ofensivas, que por sinal no contexto do jogo foram poucas, uma delas resultando em quase gol, após espalmada de Renan Rocha espalmar e a bola quase entrar, Gustavo que substituía Manuel suspenso, tirou em cima da linha, e outro que resultou no penalti que foi convertido pelo veterano Mancini.

Para o lado do CAP, poucas jogadas também, porém todas que houveram foram decepcionantes. Kleberson em péssima partida desperdiçou um contra ataque do Furacão de forma ridícula, tocando a bola para o lado e para ninguém quando estava na entrada da área. Ele tocou a bola sem ao menos olhar para saber se alguém estava por ali, além da opção de puxar para o lado e bater para o gol, ainda restavam Marcinho e Pablo disponíveis aguardando o toque de bola.

Marcinho também recebeu boa enfiada de bola e ficou cara a cara com o gol, porém não mostrou tranquilidade ao finalizar, chutou meio que no desespero e para fora, uma excelente chance desperdiçada.

Pablo correu muito, tentou alguns lances, inclusive uma boa virada onde após o chute o arqueiro do Gallo defendeu. Mas o fato é que ontem faltou meio de campo, não havia criação de jogadas, já que os responsáveis por elas, Marcinho e Madson, não estavam em uma noite feliz. No segundo tempo entrou o também estreante Vitor "esquerdinha", que mesmo mostrando personalidade nada conseguiu fazer, pois recente a sua entrada iniciaram as vaias e chingos na torcida, foi neste momento que tudo descambou de vez para o já tenso time do CAP após o gol do Gallo, onde Renan Rocha chegou a praticamente defender o penalty, mas com a infelicidade da bola batendo em suas costas e entrando.

Renato Gaúcho me surpreendeu e mexeu bem, com personalidade de quem queria a vitória e não acreditava no que estava acontecendo em campo. Colocou o garoto Vitor no lugar do baixinho Madson, que por sinal recebeu uma alfinetada do RG na coletiva. Tirou Marcinho sem inspiração e cansado com a sobrecarga da saída de Madson para a entrada do Edigar, e se não bastasse a entrada de um atacante, RG chamou Rodriguinho e foi ai que o Renato me surpreendeu, pois para os mais sensatos ele tiraria o Pablo que estava correndo o jogo inteiro e devia estar desgastado, porém RG sacou o quase insubstituivel porém com péssimas atuações, Kleberson "Xaropinho". Resultado das mudanças? três atacantes e um meia ofensivo em busca do gol, pelo menos o do empate.

Mesmo com um time muito ofensivo (na teoria) nada aconteceu, a não ser a derrota do Meu Querido Furacão. Perdemos um jogo importantíssimo, um jogo de seis pontos que mostram que teremos uma dura jornada neste segundo turno do Brasileirão.

Vamos lá meu povo, vamos buscar forças e tentar continuar sendo #TotalmenteExcelente para apoiar o Furacão.

Um comentário:

  1. Reflete bem o que aconteceu na Arena ontem.
    Parabéns, texto perfeito.

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