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sábado, 29 de outubro de 2011

Amor pelo Furacão, não por divulgação (por @juleoncap)

O ano não foi fácil para a torcida rubro-negra. Arrisco a dizer que é um ano para esquecer. Problemas com planejamento, problemas com rendimento, problemas com política, entre outros. QUE fase, meus amigos!

E mesmo nessa péssima situação, ainda somos obrigados a nos deparar com informações apresentadas com o mero intuito de tumultuar o ambiente. Ou alguém pode me responder qual o benefício que a equipe teve com a equivocada divulgação de salários?

Primeiramente, cumpre ressaltar que o Clube Atlético Paranaense não paga o salário total dos jogadores emprestados. E não adianta vir com o papo que a pessoa só quis mostrar a diferença de valores entre o elenco, porque eu penso que se alguém quer demonstrar transparência, deve fazer de maneira correta e apontando a realidade dos fatos, o que não foi o caso.

Ademais, não consigo entender como alguém que deveria entender de futebol vê algum tipo de absurdo em existir disparidade no valor dos salários da equipe. Ora, um junior que acabou de subir para o profissional não pode receber o mesmo que um jogador mais experiente, que está no elenco profissional por mais tempo. Para fins de comparação, um estagiário ganha o mesmo que um gerente? Por favor.

Não apenas isso, mas basta analisar o que acontece com os outros times para perceber que tal diferença não é algo fora do comum, que ocorre apenas nessa gestão “Malucelliana”. Ou vocês acham que o Lucas Mendes ganha o mesmo que o Rafinha? Que um menino da base do Corinthians ganha o mesmo que Liedson? Que o João Paulo ganha o mesmo que D’Alessandro? Fui informada por um torcedor colorado que o próprio Leandro “Damigol” só teve seu salário aumentado recentemente, de acordo com o seu rendimento. É assim o comum, é assim que acontece.

E outra: não lembro de divulgação desse tipo na época em que o Petraglia estava no poder. No mínimo tendencioso, não?

E antes que alguém venha falar que defendo o Marcos Malucelli, peço que leia com mais atenção o meu texto, pois não estou defendendo ninguém além do Clube Atlético Paranaense. E desaprovo ainda mais idolatrar um dirigente em vez do Furacão. É um momento que precisamos de paz e de trabalho EFICIENTE em prol do time e de sua recuperação.

Não é porque o Petraglia fez muito por nós um dia que vou aceitar seus erros, como se Deus fosse. E é por todos esses motivos que me revolto com atitudes tendenciosas que venham trazer qualquer transtorno para o nosso momento.

Porque para mim, o Clube Atlético Paranaense ainda é maior do que qualquer pessoa. É ele quem merece meu amor e é por ele que luto. E é assim que deveria ser. Deveria...

sábado, 15 de outubro de 2011

Os dois lados do "juvenil" (por @juleoncap)

O Furacão fez um ótimo primeiro tempo contra o Vasco. O jogo seria difícil, mas entramos em campo com a cabeça erguida e assumimos uma postura diferente, de quem veio pra ganhar, dominando totalmente o time carioca e conseguindo dois gols antes do intervalo, marcados por Paulo Baier e Guerrón.

Torcida rubro-negra alegre, torcida adversária calada. Depois de mais uma rodada favorável para o Atlético Paranaense, parecia que finalmente o time conseguiu se ajudar também, criando condições totalmente favoráveis para sair da zona do rebaixamento logo logo.

Pois é. Parecia. O time que voltou do intervalo não se assemelhava em nada com aquele guerreiro do primeiro tempo. Apático, recuado, covarde. Todo o domínio que nós apresentamos na primeira etapa da partida foi revertido ao Vasco, que pressionou o tempo todo. Por óbvio, não conseguimos fazer mais nada e levamos o empate...rapidamente me veio na lembrança o jogo contra o América-MG, no qual jogamos no lixo pontos valiosos que estavam em nossas mãos.

Infelizmente o time não sabe segurar o resultado nem manter a postura que a torcida espera dele. Não sei se foi pedido do técnico, não sei se foi algo que aconteceu no vestiário. Não sei de nada. E nem é minha função saber, quem deveria tomar atitudes depois desse vexame é o Presidente, mas aí já é pedir demais. Pulso firme não existe dentro do Clube.

Mesmo com a vergonha dentro de campo, as maiores críticas foram contra a declaração do meia Paulo Baier, que afirmou que o time era muito juvenil.

Analisemos os dois lados. Ele pode ter falado "juvenil" sobre ter muitos garotos em campo. E dá pra entender o que ele quis dizer se percebermos que ao entrar Adailton e Jenison (que infelizmente ainda não conseguiram se firmar na equipe) as coisas pioraram para o nosso lado. El Morro, bem ou mal, era quem segurava e incomodava a zaga adversária. Não obstante, pode ter falado "juvenil" com relação à postura covarde do time que se rebaixou perante o oponente perdendo totalmente o comando dentro de sua própria casa.

E sinceramente? Concordo com qualquer que seja o lado que o camisa 10 quis usar. O que vimos foi lamentável e causou profunda vergonha ao torcedor. Hipocrisia seria condenar o que o maestro disse, sendo que pensamos exatamente a mesma coisa sobre o resultado final e a lastimável apresentação no segundo tempo.

Sem mais.

sábado, 1 de outubro de 2011

Mais uma vez...(por @juleoncap)

Não é segredo algum que a situação do Clube Atlético Paranaense não é nada agradável. Muito se perdeu durante o ano e nessa reta final qualquer ponto jogado no lixo pode ser fatal. Mas não, não vou escrever sobre os já conhecidos problemas de planejamento. Acredito até que é tema batido, já que todos sofremos com as mesmas falhas de todo santo ano...

Quando muito se perde por causa do rendimento do próprio time, até podemos apontá-lo como único culpado, mas o que estamos vendo nos últimos jogos são sequências ABSURDAS e INJUSTIFICÁVEIS de “erros” (ao meu ver, roubalheira mesmo) por parte da fraca (indecente) arbitragem.

Não consigo de forma alguma ver os recentes acontecimentos como meros erros dos árbitros. O que eu consigo perceber, e claramente, é a tentativa de alguns de aparecerem mais do que o próprio jogo, escondendo-se até mesmo atrás do escudo da FIFA para justificar tais bizarrices. O que vejo, realmente, é uma lamentável falta de caráter e competência, no maior estilo “macho para roubar, mulherzinha para encarar”.

É fácil estragar o jogo de um time que precisa reagir. É fácil inverter faltas, dar cartões totalmente injustos e assumir a postura de uma pseudo-autoridade. Difícil mesmo é, depois do apito final, encarar a paixão furiosa de uma torcida plenamente prejudicada e cansada. Aí precisa usar de proteção policial para sair de campo, numa vergonhosa cena de covardia e de medo de assumir a responsabilidade pelos próprios atos.

São fatos que fazem a torcida pensar “qual é a próxima, agora?”. Pois bem. Vamos de Paulo César Oliveira, que não costuma prejudicar quando apita, pelo menos até agora. Mas o campeonato não acaba amanhã. O que teremos pela frente? Spínola? Seneme? Wilson Souza Mendonça? O retorno do Marcelo de Lima Henrique?

Até quando o Furacão terá de lutar contra o adversário, contra parte da imprensa tendenciosa, contra suas próprias limitações e contra o apito inimigo?

Mais uma vez, viemos pra vencer contra tudo e contra todos. Mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez....

sábado, 17 de setembro de 2011

Ô Alemãozinho! (por @juleoncap)

É fácil perceber que o Delegado gosta dos meninos da base do Furacão, sempre apostando em alguns deles como parte da solução para a equipe.

Colocar um dos juniores para jogar pode ser visto como um ato de ousadia pela situação em que nos encontramos, como um equívoco pelo perigo de queimar o jogador, ou como um voto de confiança em alguém que tem futuro, que é a opção da qual sou adepta. Foi assim que aconteceu com o Héracles, ou Alemãozinho, apelido que o técnico Antonio Lopes costuma usar para se referir ao grande menino.

Pela instabilidade da nossa lateral esquerda no decorrer do campeonato, algo precisava ser feito. Mas não quero cometer injustiças: Paulinho melhorou ofensivamente, tendo maior precisão em seus cruzamentos que, por não terem sido aproveitados pelos homens de frente, acabam não sendo lembrados por parte da torcida que se limita a implicar sem analisar a realidade. Porém, ainda faltava algo mais na parte defensiva. Não obstante, por mais que em algumas partidas o rapaz não tivesse culpa alguma nos gols que sofríamos, era imediatamente apontado como a causa de todos os males, pensamento injusto e incoerente, ao meu ver, razão pela qual uma troca de jogadores poderia evitar que o jogador fosse totalmente queimado.

Com o Delegado, então, a mudança aconteceu: Héracles ocupou o lugar do Paulinho e está conseguindo cada vez mais seu lugar ao sol.

Ocorre que alguns insistiam em criticar o guri, falando que não aparecia no ataque, por exemplo, sem lembrar que jogamos com um a menos desde o primeiro tempo no jogo contra o Palmeiras, apitado pelo fanfarrão Marcelo de Lima Henrique, o que obrigou o menino a jogar mais próximo da defesa, e sem lembrar, também, que nas experiências passadas em que foi titular jogou num campo encharcado por causa das chuvas, ou em partida que acabou se lesionando.

Enfim, chega o jogo contra o Flamengo, que muitos acreditavam que o Furacão não conseguiria um resultado positivo. E ele brilhou! Exagero? De forma alguma. E explico o porquê.

Não foi “apenas” um gol, não foi “apenas” a precisão, não foi “apenas” o correto posicionamento, nem “apenas” a vontade e a dedicação que demonstrou durante o jogo inteiro. Foi a atitude que fez a torcida rubro-negra encher o peito de orgulho! Ao estufar as redes pela primeira vez como profissional, o Alemãozinho vibrou, emocionou-se e fez emocionar! Confesso que deixei escorrer algumas lágrimas no rosto de tanta alegria de ver um jogador formado nas nossas categorias de base alcançando seus objetivos. Foi o suficiente para mudar a opinião de muitos que ainda apresentavam alguma resistência quanto ao menino.

E o que quero, de coração, assim como toda a torcida, é que você, Héracles, continue com essa garra, com essa dedicação. Não somente isso, mas que continue mostrando que a camisa rubro-negra só se veste por amor e que em suas veias corre o sangue forte, de quem tem raça! Jamais se esqueça do Clube Atlético Paranaense, que está te mostrando ao mundo, e nunca dê as costas para aqueles que torcem por você! Sucesso, alegrias e conquistas, Ô ALEMÃOZINHO!

sábado, 3 de setembro de 2011

O bandido e o Delegado (por @juleoncap)

FALA, CORAÇÃO!

Quanto vale o seu caráter? E a sua palavra? E o seu comprometimento? Podem parecer perguntas bobas, mas é possível perceber que tais atributos estão em falta no mundo do futebol de hoje. Desculpe-me a raiva, mas é impossível agir com normalidade diante da total falta de respeito com o nosso manto sagrado, dessa vez protagonizada pelo técnico Renato Gaúcho.

Chegou com o apoio da torcida, com um bom salário, uma estrutura fantástica e um discurso bonito de quem parecia valer a pena. Só parecia, infelizmente. Aos poucos foi mostrando quem realmente era, colocando defeito em tudo o que é nosso, jogando problemas internos na imprensa, escalando volante no ataque e, para terminar com “chave de ouro”, abandonou o barco no meio do seu compromisso, atitude que maculou totalmente a sua imagem perante torcedores não só do Atlético Paranaense, mas de outros times também.

Podem até dizer que o time melhorou com ele. Realmente, no começo melhorou, mas esse último jogo foi a prova de que a coisa estagnou. Ademais, penso que não basta um resultado ou outro, mas um conjunto e, principalmente, um compromisso com o Clube Atlético Paranaense, honrando sua tradição e a paixão da sua torcida. E foi isso, exatamente isso, que faltou com esse tal de Renato Gaúcho.

Não obstante, ainda li notícias de um possível acerto dele com o Cruzeiro, o que foi negado pelo time mineiro, mas confirmado pelo assessor do treinador. E não parou por aí! Esse assessor ainda disse que o Renato tinha muito interesse em treinar o Cruzeiro, por ter muito carinho e blá blá blá. Ora, eu me pergunto: ele não queria passar mais tempo com a família, que está no Rio de Janeiro? E essa agora? Enfim. Nada confirmado ainda, mas, se confirmar, com certeza será mais um sujeito que quando pisar na Arena da Baixada receberá o tratamento que merece.

Chegamos novamente ao Delegado, Antônio Lopes. E que seja muito bem vindo! Já nos tirou de uma situação ruim como essa antes, pode muito bem repetir o feito. E não apenas isso, mas nunca desonrou o Furacão em suas passagens por aqui, sempre mostrando muito carinho e muito respeito pela camisa que estava representando. Creio que agora não será diferente.

O destino da nação rubro-negra está em suas mãos, Delegado! Que a sua dedicação e seu caráter digno de reconhecimento nos coloque em melhores posições, lembrando sempre e fazendo lembrar que a camisa rubro-negra só se veste por amor!