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quarta-feira, 14 de março de 2012

Geração Arena x Vila Capanema

Bom dia atleticanos! Quarta-feira, véspera do nosso jogo pela Copa do Brasil, mas ao invés de falar sobre escalação, técnico e tática, gostaria de abordar outro assunto: nossa torcida. De acordo com a contagem oficial do site, temos mais de 18.000 sócios. Por que então nossa média de público vem sendo na casa dos 4.000? Aonde estão os outros sócios? Não se pode colocar a culpa nos horários, nos dias e nem no clima ( que, por incrível que pareça tem ajudado ). Temos que entender que, dentre as opções, o puxadinho do viaduto é a melhor; é provisório, então vale o esforço. Parece que alguns esqueceram a Era pré-Arena...outros não tiveram, pela idade ou qualquer outro motivo, não passaram por essa experiência. Fui ao meu primeiro jogo do Atlético em 1996, quando ainda existiam as arquibancadas móveis e os alambrados tão escalados por Oséas. Não tinham cadeiras, banheiros limpos, cobertura, e muito menos várias opções de lanchonetes. Mas, e daí? O principal era ver o Furacão em campo. Veio então a reforma da querida Baixada, e jogamos no Pinheirão, Vila Olímpica e Vila Capanema. E mesmo sem o plano de sócios, tínhamos bons públicos, fizemos a nossa parte. Agora não pode ser diferente! Não temos conforto, mas essa é a nossa casa agora, caveirada! Sei que além de tudo isso o time não embala, não empolga, mas esse ano é decisivo. Precisamos do esforço coletivo, pois o maior objetivo é a ascenção. O momento é de união, o time precisa de nós, portanto casa cheia amanhã contra o Sampaio Correia, com a certeza de que valerá o sacrifício quando nossa Arena estiver concluída. "eu te amo Furacão, eu te amo, é na Baixada, Pinheirão, é na...." Sds rubro-negras!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011, expectativa 2012

Bom dia atleticanos!!

Final do ano passado me ausentei do Blog por motivos pessoais, mas ano novo, vida nova, e vamos falar de futebol que é o que interessa.

Gostaria de começar falando um pouco do ano passado. Sem dúvidas, foi a pior temporada de todos os tempos, por tudo que aconteceu inclusive extra-campo. Vínhamos de um 5º lugar digamos que heróico em 2010, mas logo na primeira rodada do Paranaense, quando da derrota em casa para o Arapongas por 2x1, ficou claro que se não houvesse uma mudança radical, o pior viria. Vimos nosso rival erguer a taça sem dificuldade alguma, e invicto. Era só o começo do fim.
Começa o Campeonato Brasileiro e ao longo da competição passamos apenas uma rodada fora da Zona do Rebaixamento. Sabemos exatamente qual foi a fórmula do descenso: más contratações, técnicos teimosos e suas permanências prolongadas, elenco rachado, falta de comprometimento...mas doeu, e doeu muito! Para fechar o ano desastroso chegam as eleições, que acabam mexendo com os ânimos de todos os torcedores, causando discussões, intrigas, uniões e desuniões. Para mim, trouxeram também amizades que levarei comigo o resto da vida, afinal, o Atlético nos une. Os sócios decidem que Petraglia será o novo comandante, depositando nele toda a esperança de uma nova revira-volta. 

Finalmente, chegamos em 2012. Arena fechada para reformas, um time para montar, uma torcida para reconquistar. Carrasco chegou como uma incógnita para a maioria de nós, e trabalha com a mesma base do time que tínhamos ano passado. Vem fazendo um bom trabalho, e percebe rápido durante o jogo quando erra no posicionamento, como por exemplo, utilizando o Nieto de ponta direita no último jogo. Outro ponto positivo é a escalação dos meninos da base, e os garotos estão correspondendo. Resultado: 3 jogos, 3 vitórias e nenhum gol sofrido.
Enquanto a “ficha” da Série B ainda não cai, vamos aguardando os reforços, e algum milagre que nos tire do Ecoestádio, afinal, o que estão fazendo conosco é piada de mau-gosto.
O que desejo é que tenhamos um ano de alegrias, e que esse pesadelo acabe o mais rápido possível!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

TO's: valem mesmo à pena? (por @fafabettes)



Mais uma rodada que passa, mais uma semana de trabalho no CT não aproveitada e mais uma segunda-feira daquelas! 

Graças ao nosso Atlético, anda difícil iniciar uma semana com sorriso no rosto e ânimo para enfrentar o trabalho. Como se não bastasse tudo isso, nossas torcidas resolvem, novamente, entrar em confronto entre si. Parece algo inimaginável torcedores do mesmo time se engalfinhando pelas imediações da Baixada. 

Torcedores? Será? Lembro-me de meus primeiros jogos, ainda criança, em que a Torcida Organizada Os Fanáticos, então presidida por Belotto, dava um show nas arquibancadas. Aqueles pompons de jornal que faziam um efeito maravilhoso, as bexigas... e dá-lhe gogó. Naquele tempo, era só festa. Outros tempos, tempos de paz! Em 1992 nasce a Ultras, com o lema "Atlético para a vida!", e passa a dividir espaço com a gigante TOF. Pessoal esforçado, que também canta o jogo inteiro, mas que nunca ganhou muitos adeptos.

E o que veio para somar de repente passou a dividir, iniciando assim confrontos inexplicáveis e absurdos. Como quando um integrante da Ultras foi esfaqueado em uma pancadaria atrás do gol da Buenos Aires, há alguns anos. De lá para cá, presenciamos cada vez mais cenas desse tipo. Se antes era perigoso ir aos clássicos e jogos contra Grêmio, São Paulo, Fluminense e Atlético-MG, agora qualquer partida pode se tornar uma ameaça a nós, torcedores de verdade, não vândalos travestidos de Organizadas. O pior é que a maioria desses arruaceiros nem entra no estádio. Aparecem e ficam pelas imediações apenas para perturbar a ordem. E assim as famílias voltam a se afastar do futebol. 

Então eu pergunto: de que adianta reunião da PM com os líderes das TO's?
Mas será q a extinção das facções é a solução? Talvez não. Em São Paulo, onde essa decisão foi tomada, a violência continua reinando. Vivemos em um mundo sem valores, onde tirar a vida de uma pessoa parece tão simples, isso sem entrar no mérito da impunidade. Desde quando torcer por outro time é motivo para desencadear toda essa barbaridade? E pior, quando vestem a MESMA camisa: a do Atlético-PR, que deveria ser motivo de união.

A situação do time é delicada e exige esforço de todos. Que a TOF volte a ser a força que era e faça novamente da Arena, o Caldeirão que tanto assustava os adversários. E a Ultras, que volte também a cumprir seu papel, para um bem maior, que é o nosso querido time!

O Atlético nos une, a união nos fortalece!

Paz, galera. 

Beijos, boa semana e SDS Rubro-Negras.

Rafaela Bettes

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A maldição da Camisa 6 (por @fafabettes)

Bom dia!

Que rodada hein?

Aqui estou, tentando buscar ânimo em algum lugar para escrever hoje, ainda sob os efeitos da goleada de ontem. Algo precisa ser feito, e já, pois a Série B é logo ali, e tem gente que está louquinha para conhecê-la.

Mas vamos ao que viemos. É público e notório que não gosto do nosso craque da camisa 6, Seo Paulinho. A cada rodada, só comprova que nunca teve futebol para ser titular do CAP. Houveram tentativas com Marcelo Oliveira na função, mas este é outro sono em campo. A pergunta que não quer calar é: por que não o Héracles? O que acontece que o Alemãozinho não tem chance com nenhum treinador? Esse menino joga muito mais que os outros dois juntos!

Voltando ao Paulinho, entendo que em um esquema 4-4-2 ele não possa apoiar tanto, mas então que reforce a defesa. Mas nem isso ele consegue fazer! Qualquer um que chegue pelo lado dele o tira pra dançar. Chega a ser deprimente ver nosso lateral sair para amarcação: gira para lá, gira para cá, dá as costas ao atacante...e o resultado todo mundo sabe qual é. O Atlético jogou contra o Grêmio num 3-5-2 que em tese liberaria um pouco os laterais para apoiar o ataque e fortaleceria a defesa. Tomamos de 4. Sem comentários.

Agora convido vocês para relembrarmos alguns donos da ingrata (?) camisa 6. Quando comecei a comparecer aos jogos na Baixada, em 96, era o Branco quem ocupava tal posição. Infelizmente, não consigo me lembrar muito do futebol dele, mas em um time raçudo como aquele, não destoava. Em 98 tivemos o Dedé, que era bem regular, longe de ser um craque, mas também não comprometia. Em seguida veio o Vanin, o formiguinha. Fez um golaço na inauguração da Arena, fechando uma noite maravilhosa para nós atleticanos. Aprontava uma correria pela esquerda que funcionava.

Em 2000 chega Fabiano, o melhor lateral que já vi jogar no Furacão. Tanto que fomos campeões em 2001 muito em função das jogadas que fazia. Um craque! Nas temporadas seguintes tivemos uma seqüência desastrosa, entre Michel Bastos (que fez carreira brilhante fora do CAP), Ivan, Michel (socorro!), Piauí e Netinho. Esse mesmo Netinho que inexplicavelmente foi ovacionado pela TOF quando veio jogar aqui há algumas rodadas Antes do nosso atual, tivemos Márcio Azevedo, que em sua primeira temporada arrebentou! Depois entrou em decadência, até ser vendido.

E assim termina nossa saga. Ao relembrar alguns desses momentos, me emocionei e, ao contrário de quando comecei a escrever esta coluna, estou com o Atleticanismo em alta e o otimismo renovado . Já superamos fases difíceis, podemos sair dessa também!

Para encerrar, longe de ser só o Paulinho o nosso problema. Tirando Renan Rocha e Deivid, fica difícil salvar alguém. Ficamos aqui na torcida, como sempre, para que o Delegado dê um jeito nessa bagunça. Porque nós sim, somos a torcida que NUNCA abandona!


Boa semana a todos.

Beijos e saudações!
Rafaela Bettes

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Carência de Ídolos (por @fafabettes)

Mais uma segunda-feira, início de semana, término do primeiro turno...
Os últimos dias que se passaram foram cheios para o nosso rubro-negro, mas não tão proveitosos como gostaríamos. Daqui para frente é vida nova: aprender com os erros, aprimorar o que vem funcionando e deixar de lado teimosias e provocações, né Renato Gaúcho?

Resolvi não escrever sobre o Atletiba por dois motivos óbvios: primeiro porque por motivos pessoais, infelizmente não pude sequer ouvir o jogo. E segundo porque foi comentado majestosamente pelo nosso @GiulianoAlmeida, e discutido à exaustão nas redes sociais e rodas de amigos.

Quero hoje falar sobre algo que nos falta há algum tempo: um ídolo! Por definição, ídolo é aquele a quem respeitamos, admiramos, adoramos, e que serve de exemplo aos demais. No caso específico do futebol, é o cara que joga com raça, que se identifica com o Clube e com a torcida, e resolve quando precisa. Tive o prazer de participar de alguns encontros do Círculo de História Atleticano, e lá ouvi relatos incríveis de verdadeiros ídolos do Furacão. Histórias de garra e superação.

E então eu pergunto: qual foi o nosso último ídolo? Perdoem-me se estiver enganada, mas arriscaria que Washington, nosso Coração Valente, artilheiro em 2004, foi o que preencheu todos os quesitos para este posto. Quem não se emocionou com ele? Depois dele, existe um vácuo.

Desde 2006 acompanhamos campanhas complicadas no Brasileirão, e com elas a falta de jogadores vestindo nosso manto sagrado por amor. Vivenciamos um futebol cada vez mais guiado por empresários e cifras e menos pela emoção.

Mas nem tudo está perdido! Temos um candidato a ídolo: Deivid! Ele tem o diferencial, tem a garra e a dedicação necessárias para alcançar esse posto. Acho até que nunca tivemos um volante à altura. Cabe aqui uma menção honrosa ao Alan Bahia, que talvez tenha sido um pouco prejudicado por sua vida extra-campo. Deivid é exemplar! Só precisamos que nosso "pequeno gigante" permaneça por mais tempo por aqui, pois nas graças da torcida ele já caiu. E assim, quem sabe, escreva também seu nome na história do nosso Clube Atlético Paranaense!

Tenham todos uma ótima semana, e quarta-feira nos encontramos na Baixada!

Beijos e saudações rubro-negras!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Menos dois pontos (por @fafabettes)


Sinto-me honrada por agora fazer parte do excelente time do Meu Querido Furacão. E, ao mesmo tempo, que responsabilidade tenho de escrever justo na segunda-feira, pós-rodada!

Tarefa ingrata estrear logo após o empate do Furacão contra o lanterna do Campeonato. Sei que serei repetitiva em alguns pontos, mas gostaria de compartilhar minhas opiniões sobre o jogo de ontem.

Cheguei um pouco após o início da partida, portanto não posso comentar sobre o gol do Marcinho. Em seguida, veio o segundo gol e parecia que o jogo se encaminhava para uma tranquila goleada. O time do Coelho não assustava e tentava chutes de fora da área sem causar maiores preocupações. Em contrapartida, começaram a reaparecer os antigos e bem conhecido problemas da nossa equipe.

Começarei pelo goleiro. Ouvi muitos comentários que Renan Rocha falhou, e que não sai nas bolas altas de jeito nenhum. Realmente, ele é inseguro nos cruzamentos. Mas se puxarmos um pouco pela nossa memória, nossos goleiros sempre tiveram dificuldade nas bolas aéreas. Por exemplo, Ricardo Pinto saía com seus socos, e a bola sempre encontrava um pé adversário para fazer o gol de rebote. E assim foi com Flávio, Diego, Guilherme, Galatto e até o excelente Neto tinha o mesmo ponto fraco. Realmente não me lembro de algum nome que fosse muito bem nesse quesito.


Passando para a zaga, Rafael Santos dispensa comentários. Precisa é passar uma temporada com os Capuchinhos para tirar tanta "zica". Nosso lateral direito é inconstante: faz uma partida boa e na próxima deixa a desejar. Pela segunda vez consecutiva foi substituído por Diniz. Ontem Edílson comprometeu, e muito, falhando no lance do primeiro gol mineiro, e errando muitos passes. 
Madson infelizmente esteve apagado e sem criatividade. Kléberson não consegue reencontrar seu bom futebol, apesar de ter dado um passe perfeito para o Paulinho cruzar e Edigar Junio fazer o segundo gol.

Falando nisso, "Seo" Paulinho novamente fez um péssimo jogo. Dizem que a unanimidade é burra, mas neste caso, é uma exceção, já que todos sabem que não dá mais para ele. Afirmar que Paulinho jogou mal é pleonasmo vicioso. Perdido no posicionamento, não marca nem na esquerda, nem na área, fica correndo de um lado para o outro ao melhor estilo barata-tonta. Até Givanildo percebeu que era na esquerda o jogo. Além disso, não apoia, não faz linha de fundo, e não tem a mínima noção do que é 1-2.
 
Edigar Junio chamou a responsabilidade, pegou a 9 e vem mostrando que é um dos melhores atacantes que apareceram por aqui ultimamente. E Cléber Santana, nosso capitão, fez novamente uma excelente partida.
 
Por último, como não falar da falta que Deivid faz no nosso time? Fica claro que não temos substituto à altura do nosso grande camisa 5 (vai cinco!). Sua ausência sobrecarrega a defesa e perde-se a qualidade da saída de bola.
 
Sei que não venceremos todas as partidas em casa e que haverão tropeços, mas que não podem acontecer contra times em situação pior que a nossa. Pontos preciosos que espero que não façam falta nas contas finais. O que nos resta é voltar à Baixada na quarta-feira para apoiar como sempre, enquanto esperamos ansiosos pelo Clássico de sábado.

Beijos e saudações rubro-negras!